Telmo Correia preocupado com despedimento colectivo nas Termas de Vizela


Telmo Correia reuniu esta quinta-feira, dia 17 de Setembro, com o presidente do Sindicato da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, Francisco Figueiredo, para analisar a actual situação dos trabalhadores das Termas de Vizela que vivem um processo de despedimento colectivo.


O cabeça-de-lista do CDS-PP às Eleições Legislativa por Braga disse que “o Estado deve interessar-se por este assunto para encontrar uma solução de investimento que salve os trabalhadores do despedimento e garanta o desenvolvimento económico do concelho”.

Em causa, sublinhou Telmo Correia, está a defesa dos interesses dos trabalhadores e a defesa dos interesses económicos desta região que, uma vez fortemente atingida pelo flagelo do desemprego, tem que encontrar novos pólos de desenvolvimento, como é o caso do turismo de saúde e bem-estar. “O turismo de saúde e bem-estar é uma das prioridades do sector do turismo porque consegue ligar as pessoas à sua terra e atrair turistas. Portanto, não se percebe que as Termas de Vizela, uma infra-estrutura imponente e com grande valor patrimonial, possam encerrar”, afirmou.

Foi no passado dia 25 de Agosto que a Companhia de Banhos de Vizela comunicou aos trabalhadores a intenção promover o despedimento colectivo de 30 dos actuais 50 trabalhadores. O motivo alegado pela Companhia de Banhos de Vizela é a redução da actividade da empresa provocada pela acentuada redução de clientes.

Contudo, segundo Francisco Figueiredo, “o turismo de saúde e bem-estar está em franco desenvolvimento em todo o país”, assistindo-se hoje ao investimento neste sector de actividade de mais de 200 milhões de euros”.

Por outro lado, segundo este responsável, a empresa invoca a necessidade de adaptar os recursos humanos à realidade actual com o objectivo de manter a capacidade da empresa em prosseguir a sua actividade, preservando o maior número possível de postos de trabalho.

No entanto, para o sindicalista, a decisão da empresa visa o encerramento definitivo das Termas de Vizela que existem há 136 anos. “Se este encerramento se concretizar, perdem os trabalhadores, mas também o concelho e a população de Vizela e, em particular, o comércio local que cresceu e desenvolveu-se à volta deste balneário termal”, nota.

Francisco Figueiredo afirma ainda que a empresa não tem fundamento para o despedimento colectivo. “Só interesses pessoais inconfessáveis podem justificar o despedimento em curso”, afirmou.

A questão do Rendimento Mínimo Garantido (RMG), actualmente designado por Rendimento Social de Inserção, foi também abordada nesta visita ao concelho de Vizela.

Telmo Correia esclareceu os populares que o abordaram nas ruas da cidade que o CDS-PP não defende o fim do RMG, mas sim uma maior fiscalização à atribuição desta prestação.

Nesse sentido, o CDS-PP, que assume que a sua prioridade social são os idosos, quer que as pensões mais baixas sejam melhoradas deslocando do RMG o dinheiro que está atribuído àqueles que apenas querem viver à custa do contribuinte.

A ideia, reforçou Telmo Correia, passa por deslocar 25% do que está no RMG para apoiar quem trabalhou toda a vida e não quem abusa desta prestação porque não quer trabalhar.

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