Paulo Portas aponta discurso contra a extrema-esquerda e o “centrão”





Paulo Portas aponta discurso contra a extrema-esquerda e o “centrão”




O líder do CDS-PP criticou ontem, dia 18 de Setembro, em Famalicão, o PSD, afirmando que o partido de Manuela Ferreira Leite “não apresenta uma visão de futuro” para Portugal, e aconselhou os jovens a não votarem nos "partidos do centrão” porque são “um bocadinho cotas”. “Não de idade, mas de atitude”, disse.

As dificuldades em encontrar emprego e em pagar a renda da casa foram os problemas apontados pelo líder do CDS-PP que pediu aos jovens para votarem em partidos que “confiam nas empresas que geram empregos”.

Paulo Portas criticou o secretário-geral do PS e, ainda que de forma mais suave, a líder do PSD, contra “aqueles que querem reduzir o país”. “José Sócrates foi uma desilusão e a dra. Ferreira Leite para muitos não é uma esperança”, afirmou, num jantar-comício em Famalicão, com cerca de 650 pessoas, prevendo que PS e PSD “vão continuar o seu declínio”.

Apesar disso, Paulo Portas encontrou muitas semelhanças em áreas como a agricultura ou a segurança entre PS e PSD. “O PS foi um desastre na agricultura, o PSD esteve caladinho sobre agricultura até haver campanha eleitoral”, exemplificou, lembrando que, também na questão do Rendimento Mínimo, “um é a favor do actual sistema, enquanto que o outro não muda”.

Paulo Portas acusou ainda os socialistas de enviarem pessoas para “atrapalharem” as arruadas do CDS-PP, referindo-se à situação ocorrida ontem, dia 18 de Setembro, em Guimarães, onde teve discussão com um apoiante do PS sobre o Rendimento Mínimo Garantido. “Já conheço aqueles profissionais pela pinta”, sublinhou, na ocasião, Portas.

Antes de Paulo Portas, e na mesma linha de raciocínio, o vice-presidente do partido e eurodeputado Nuno Melo apontou as contradições do PSD, lembrando que o cabeça-de-lista por Braga, João de Deus Pinheiro, defende o bloco central. Quanto à extrema-esquerda, Nuno Melo apontou o dedo às nacionalizações. “É muito fácil dizer nacionaliza-se. Mas quem paga?”, questionou.

O deputado europeu apelou ainda ao voto no CDS para que “Portugal não seja o único país da Europa em que estalinistas, leninistas, trotskistas têm mais de 20 por cento dos votos”.

Quanto ao CDS-PP, Nuno Melo garantiu que o seu partido não se coligará com o PS e arriscou avançar com a fasquia para o dia 27. “É agora que vamos chegar aos dois dígitos”, disse, recebendo um forte aplauso.

A “diabolização” da extrema-esquerda foi também uma das marcas da intervenção do cabeça-de-lista por Braga, Telmo Correia. “Aqueles que hoje falam com voz melada, em 1975 queriam nacionalizar tudo, queriam ocupar tudo e sanear as empresas. Levámos 20 anos a recuperar”, afirmou.

Pela primeira vez, desde o início da campanha eleitoral, o comício terminou ao som do hino nacional.

Sem comentários:

Enviar um comentário